17 de out de 2011

Marmúrio




Marmúrio


Eu nunca soube das ondas
quase nada sei do mar
que quebra manso nas praias
num modo de espreguiçar.

Eu nunca soube das ondas
e mal conheço a areia
e os fios de luzes que jorram
em noites de lua cheia.

Eu nunca soube das ondas
e nisso eu quase nem penso
só sei que se jogam livres
em murmúrios muito intensos.

Eu nunca soube das ondas
– sal e água, brisa e bruma –
ou das paixões que nos unem
entre esperanças e espumas.

Eu nunca soube das ondas
que se acumulam no mar
apenas tento expressá-las
num jeito meu de te amar.
  



4 comentários:

Anônimo disse...

Muito agradável a leitura do blog, imagens e dizeres embalam nosso sonho risonho.
Do colega Tarzan.

Anônimo disse...

valeu pelo comentário, rapaz. visita sempre que fores a fim. abraço
Alvaro

Anônimo disse...

Oi, Alvissss!Lindo o poema!

Fios de ouro, as ondas que quebram no mar... Aliás, pra mim, o mar é mágico!!!! (Há quem prefira a lua ou o sol...!)

Adoro quando me lembro que Leila Diniz disse: "Brigam Holanda e Espanha pelos direitos do mar/Brigam Holanda e Espanha pelos direitos do mar/...É porque não sabem que O mAR É DE QUEM O SABE AMAR". Lindo, né?

"Eu nunca soube das ondas
– sal e água, brisa e bruma –
ou das paixões que nos unem
entre esperanças e espumas.

Eu nunca soube das ondas
que se acumulam no mar
apenas tento expressá-las
num jeito meu de te amar."

O que será que o mar murmura? O amor, as esperanças?

Psiu...! É segredo! São murmÚrios....!!!!!!

Lindo poema, Alvis!!!
:) Tê!

Anônimo disse...

valeu, Tê
tu és suspeita, por teres te tornado, no período do blogue, possivelmente, minha leitora mais atenta e entusiasta. brigadão. beijo do Alvaro