21 de abr de 2011

Alquimia

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Alquimia

 Tenho gasto alguma parte
do meu tempo
tentando desfolhar
a vida em versos
ou buscando prepará-los
como faria um alquimista
pra preencher espaços e depois
embalá-los em canções
como quem embala o filho
num acalanto de contos de fadas

(nem deves questionar
o porquê da luta;
basta olhar ao redor:
todas essas coisas estão acontecendo
não são meros frutos
de um pesadelo indecifrável)

Brotam idéias no inconsciente
 e amadurecem.
Há muito a produzir.
Já não tem tanta importância
saber que o tempo é escasso:
se voam os segundos
e isso é inevitável
não nos cabe buscar
formas alternativas
de tentar em vão
diminuir-lhes a marcha.
Apenas nos compete
deixar sementes cristalinas
no seio do amanhã!


Um comentário:

Teresinha Brandão (Tê) disse...

Outro poema lindo, Alvuuuuu!
Então, cadê o livro???
bjoca,
Tê!